Salmos Litúrgicos
Livro
III
Décimo Sétimo Dia: Oração Vespertina
89 Misericordias Domini
CANTAREI para sempre os benefícios do SENHOR; * proclamarei tua fidelidade a todas as gerações.
2 Porquanto eu disse: A graça será edificada para sempre; *
no próprio céu estabelecerá tua fidelidade.
3 Fiz uma aliança com o meu escolhido; * jurei ao meu servo Davi dizendo:
4 A tua descendência estabelecerei para sempre; * e firmarei o teu trono por todas as gerações.
5 Os céus louvarão as tuas maravilhas, á SENHOR; * e também tua fidelidade na congregação dos santos.
6 Pois nos céus quem pode comparar-se a Deus? * Quem, entre os anjos, é semelhante ao SENHOR?
7 Deus se eleva como o maior na assembléia dos santos; * e é reverenciado por todos os que o cercam.
8 Ó SENHOR Deus das Celestes hostes, quem, como tu, é poderoso? * Pois tua fidelidade te envolve.
9 Tu dominas o mar agitado; e aplacas o furor das suas ondas.
10 Abateste o Egito como quem está ferido de morte, * com o teu braço poderoso dispersaste os adversários.
11 Os céus são teus e a terra também é tua; * o mundo e sua plenitude tu os fundaste.
12 O Norte e o Sul tu os criaste; * O Tabor e o Hermom alegram-se em teu Nome.
13 Teu braço é armado de poder; * forte é tua mão, elevada tua destra.
14 Justiça e direito são o fundamento de teu trono; * graça e verdade seguem adiante de tua face.
15 Feliz é o povo que conhece as aclamações da alegria; * e caminha, ó SENHOR, à luz da tua presença.
16 Em teu Nome se regozijam todo o dia; * e serão exaltados em tua justiça.
17 Porquanto és tu a glória de sua força, * e em teu favor nosso poder se exalta.
18 Ao SENHOR pertence o nosso escudo; * e ao Santo de Israel o nosso Rei.
19 Então falaste em visão aos teus santos, e disseste: * Dei a um homem o poder de socorrer; exaltei a um escolhido dentre o povo.
20 Encontrei Davi, meu servo; * com o meu santo óleo o ungi.
21 A minha mão será sempre com ele, * o meu braço o fortalecerá.
22 Não o surpreenderá o inimigo, * nem o perverso o humilhará.
23 Esmagarei os seus adversários, * e ferirei os que o odeiam.
24 Minha fidelidade e minha bondade estarão com ele, * e no meu Nome será exaltado o seu poder.
25 Porei a sua mão sobre o mar, * e sua direita sobre os rios.
26 Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, * meu Deus e a rocha de minha salvação.
27 Eu o farei meu primogênito, * o mais excelso dos reis da terra.
28 Conservar-lhe-ei para sempre a minha bondade, * e persistirá com ele firme a minha aliança.
29 Farei que subsista a sua posteridade, * e o seu trono como os dias do céu.
30 Se meus filhos abandonarem a minha lei, * e não andarem nos meus juízos,
31 Se violarem os meus preceitos, * e não guardarem os meus mandamentos,
32 Então com vara punirei as suas transgressÕes, * e com açoites a sua iniqüidade.
33 Minha bondade, porém, não hei de retirar, * nem desmentirei minha fidelidade.
34 Não violarei a minha aliança, * nem alterarei o que os meus lábios proferiram.
35 Uma vez jurei pela minha santidade, * e não mentirei a Davi.
36 A sua descendência persistirá para sempre, * e o seu trono como sol diante de mim.
37 Como a lua, será estabelecido para sempre; * fiel é a testemunha no céu.
38 Tu, porém, o repudiaste e rejeitaste; * estás indignado com o teu ungido.
39 Aborreceste a aliança com o teu servo; *
profanaste a sua coroa, arrojando-a por terra.
40 Arrasaste todos os seus muros, * reduziste a ruínas as suas fortificações.
41 Despojam-no todos os que passam pelo caminho; * tornou-se objeto de zombaria para os seus vizinhos.
42 Exaltaste a destra dos seus adversários, * alegraste todos os seus inimigos.
43 Fizeste, na verdade, retroceder a sua espada, * e não lhe deste firmeza na batalha.
44 Fizeste cessar o seu esplendor, * e deitaste por terra o seu trono.
45 Abreviaste os dias da sua mocidade; * cobriste-o de desonra.
46 Até quando, SENHOR! Ocultar-te-ás para sempre? *
Até quando! Arderá a tua ira como fogo?
47 Lembra-te de quão curta é a minha existência; * Pois em vão criarias todos os filhos dos homens?
48 Qual o homem que continuará a viver sem ver a morte, *
que livrará a sua alma do poder da sepultura?
49 SENHOR, onde estão as tuas primeiras bondades, * e que na tua fidelidade juraste a Davi?
50 Lembra-te, SENHOR, da zombaria de que são objeto os teus servos; *
de como trago em mim a humilhação de todos os povos poderosos:
51 Com a qual os teus inimigos, SENHOR, têm desprezado, * sim, têm difamado os passos do teu ungido.
52 Louvado seja o SENHOR para sempre, * Amém! Assim seja!
Salmo 89 325