Livro IV
Décimo Oitavo Dia: Oração Matutina
90 Domine, refugium
SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, * em todas as gerações.
2 Antes que os montes nascessem, ou que formasses a terra e o mundo, *
sim, desde a eternidade até a eternidade, tu és Deus.
3 Tu reduzes os mortais a pó, * e dizes: Tomai-vos ao que éreis, filhos dos homens.
4 Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem, que passou, * e como a vigília da noite.
5 Tu os arrastas como por uma torrente, são qual um sono; * de madrugada semelham à relva, que reverdece.
6 De manhã se enche de viço e cresce; * à tarde, é ceifada e seca.
7 Pois somos consumidos pela tua ira, * e pela tua cólera somos perturbados.
8 Diante de ti puseste as nossas maldades; *
à luz do teu rosto, os nossos pecados secretos.
9 Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; * nossos anos passam qual um suspiro.
10 A duração de nossa vida reduz-se a setenta anos, e se o vigor de alguns os leva a oitenta, *
seu orgulho se resume em trabalho e tristeza, pois tudo passa depressa e nós voamos.
11 Quem conhece o poder de tua indignação, * e a tua cólera segundo o que te é devido?
12 Ensina-nos a levar de tal modo nossos dias, * que alcancemos um coração sábio.
13 Volta, SENHOR, * e tem compaixão de teus servos.
14 Sacia-nos de manhã com tua bondade, * para que cantemos e nos alegremos em toda a nossa vida.
15 Alegra-nos na proporção dos dias em que nos tens afligido, *
e dos anos em que temos sofrido adversidade.
16 Resplandeçam tuas obras diante de teus servos, * e a tua glória sobre seus filhos.
17 Esteja diante de nós o resplendor do SENHOR nosso Deus. * Prospera a obra de nossas mãos.
Salmo 90 329