01 DE ABRIL - FREDERICK DENISON MAURICE

Pároco e teólogo (1 abril 1872) F D Maurice nasceu em 1805, filho de um clérigo Unitarista. Estudou Direito em Cambridge, abandonando os estudos em  em 1827, ao tempo em que declarou-se Anglicano. Em 1834 ingressou no Ministério Ordenado.  Publicou o seu principal trabalho, O Reino de Cristo, sobre os problemas internos do cristianismo. Juntamente com os amigos John Ludlow e Charles Kingsley, organizou o Movimento Socialista Cristão, Logo após sua Ordenação, Maurice tornou-se professor de literatura e de história inglesa em Londres, e em 1846, professor de  teologia. Seus ensaios teológicos publicados em 1853, foram considerados por muitos leitores como de duvidosa ortodoxia, o que custou-lhe o cargo. Ensinou teologia moral em Cambridge de 1866 até sua morte em 1872.

Seus discursos podem ser encontrados no site http://www.anglicanhistory.org/maurice/index.html

A sua obra Reconstructing Christian Ethics pode ser comprada pelo site http://www.amazon.com                                                                                              

Fonte:http://www.satucket.com/lectionary/, James Kiefer, livre tradução, interpretação  e adaptação do Revdo. JBS.

 

 

 

  8 DE ABRIL - WILLIAM AUGUSTUS MUHLENBERG - PRIEST (8 APR 1877) 
 

 

 

 

William Augustus Muhlenberg nasceu na Filadélfia em 16 setembro de 1796, de uma distinta família luterana alemã. Atraído para a Igreja Episcopal pelo uso da língua inglesa, foi Ordenado em 1817. Era entusiasta das Escolas Dominicais, visando alcançar a todas as camadas sociais. Escreveu hinos e compilou hinários, expandindo a hinologia nas celebrações. Em 1828 fundou e por vinte anos dirigiu o hoje Instituto São Paulo, em Nova York., voltado para o ensino dos jovens, usando a prática salutar das celebrações eucarísticas semanais, com ênfase para as grandes doutrinas da Graça e da Justificação pela Fé.

Como extensão do seu Ministério, foram criadas escolas e hospitais religiosos, sempre visando os menos favorecidos. Em 1846 fundou a igreja da Sagrada Comunhão, em Nova York, cuja Igreja era dotada de uma escola paroquial para as crianças pobres e um sistema de amparo aos desempregados. Dizia-se um “católico evangelical". Faleceu em 8 de abril de 1877.

Fonte: http://www.satucket.com/lectionary/WAMuhlenberg.htm / by James Kiefer / Livre tradução e adaptação do Revdo. JBS/TSSF/BA. Mar2006

 

 

 21 DE ABRIL - ANSELMO

1) Nasceu em Aosta, no Piemonte, em 1033. Educado pelos beneditinos, quis abraçar a vida monástica. Diante da oposição do pai, desistiu momentaneamente da idéia. Aos 20 anos, perante a impertinência do pai, pegou um burro e um criado e fugiu da casa paterna. Aventurou-se pela Borgonha, França e Normandia. Sempre sedento de conhecimentos, aos 27 anos ingressou no mosteiro de Bec, com a firme decisão de tornar-se monge e levar uma vida austera e despojada. Era o ano 1060. Foi nomeado abade de Bec e mais tarde arcebispo de Cantuária. Era o ano 1090. Santo Anselmo exerceu grande influência intelectual no seu tempo, dando à teologia foros de ciência, válida por si mesma. É considerado, pois, o fundador da ciência teológica no Ocidente. (Apud Pe. Luís Palacín, Santos do atual calendário litúrgico, p. 52). Morreu no dia 21 de abril de 1109.

 

Obras:

Monólogo (ou Exemplo de Meditação Sobre o Fundamento Racional da Fé) (1076); Próslógio; O Gramático; A Verdade; A  Liberdade de Arbítrio, Sobre a Queda do Demónio; Epistola Sobre a Encarnação do Verbo; O Mistério da Trindade  

Edições: 

Anselmo - Proslógio e O Argumento Endonoético. Braga.Fac.Filosofia.1982

Anselmo - Proslogiun. Porto. Porto Editora. 1996

Anselmo - Monológio. São Paulo. Abril Cultural, 1988

Anselmo - A Verdade, idem

Anselmo - O Gramático, idem

Anselmo - Porque Deus se Fez Homem ? . Cristã Novo Século (Brasil). 2003

Fonte: http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_abril.html    e http://afilosofia.no.sapo.pt/12anselmo.htm

 

 

2)Anselmo de Cantuária

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Anselmo de Cantuária (1033/1034 - 21 de Abril 1109), nascido Anselmo de Aosta (por ser natural de Aosta, hoje na Itália), e também conhecido como Santo Anselmo, foi um influente teólogo e filósofo medieval italiano de origem normanda.

Foi Arcebispo de Cantuária entre 1093 e 1109 (sucedendo a Lanfranco, também um italiano), por nomeação de Henrique I de Inglaterra, de quem foi amigo e confessor, mas depois divergiu com ele na Questão das Investiduras. É considerado o fundador do escolasticismo e é famoso como o criador do argumento ontológico a favor da existência de Deus.

Viria mais tarde a ser canonizado pela Igreja Católica, e declarado Doutor da Igreja em 1720, pelo Papa Clemente XI. Santo Anselmo nasceu em Aosta, filho de um nobre, e de uma mãe rica, Ermenberga. Seguiu a carreira religiosa, estudou os clássicos e escreveu sempre em latim. Foi eleito prior em 1063, porque era considerado inteligente e piedoso. Sua biografia nos é contada pelo seu discípulo, Eadmero. Foi comum na Idade Média que os religiosos buscassem o apoio da fé na razão. Anselmo escreveu uma obra sobre esse assunto. É considerado um dos iniciadores da tradição escolástica. Buscava um argumento para provar a existência de Deus, e sua bondade suprema. Fala que a crença e a fé correspondem à verdade, e que existe verdadeiramente um ser do qual não é possível pensar nada maior. Ele não existe apenas na inteligência, mas também na realidade. Anselmo desenvolveu uma linha de pensamento sobre essas bases, chamados de argumento ontológico, que foi retomada por Descartes e criticada por Kant, e ela estava numa obra chamada Proslógio. Ele parte do fato de que o homem encontra no mundo muitas coisas, algumas boas, que procedem de um bem absoluto, que é necessariamente existente. Todas as coisas tem uma causa, menos o ser incriado, que é a causa de si mesmo e fundamenta todos os outros seres. Esse ser é Deus. Seus argumentos não foram totalmente aceitos. Anselmo chegou a arcebispo da Cantuária em 1093. Escreveu outras obras importantes, Do Gramático e Da Verdade, ambos em latim. Recebeu doações de terras para a Igreja, mas brigou com Guilherme, o ruivo, rei da Inglaterra pois não queria fazer comércio com os bens da Igreja. Isso foi considerado um desrespeito ao poder real, e Guilherme impediu Anselmo de viajar para Roma, desafiando o poder da Igreja.

Num dos seus primeiros livros, Monológio, em que apresenta sua visão de Deus, Anselmo fala que a essência suprema existe em todas as coisas e tudo depende dela. Reconhece nela onipotência, onipresença, máxima sabedoria e bondade suprema. Ela criou tudo a partir do nada. Anselmo procurava desenvolver um raciocínio evolutivo sobre o que considerava ser a verdade, que estava contida na Bíblia. Para Anselmo, o pensamento tem algo de divino, e Deus tem uma razão. Sua palavra é sua essência, e Ele é pura essência (essa noção não é nova) infinita, sem começo nem fim, pois nada existiu antes da essência divina e nada existirá depois. Para ela o presente, o passado e o futuro são juntos ao tempo, são uma coisa só. E Ela é imutável, uma substância, embora seja diferente da substância das outras criaturas. Existe de uma maneira simples e não pode ser comparado com a consciência das criaturas, pois é perfeito e maravilhoso e tem todas as qualidades já citadas. O verbo e o espírito supremo são uma coisa só, pois este usa o verbo consubstancial para expressar-se. Mas a maneira intrínseca que o espírito supremo se expressa e conhece as coisas é incogniscível para nós. O verbo procede de Deus por nascimento, e o pai passa a sua essência para o filho. O espírito ama a si mesmo, e transmite esse amor.

Para Anselmo, a alma humana é imortal, e as criaturas seriam felizes e infelizes eternamente. Mas nenhuma alma é privada do bem do Ser supremo, e deve buscá-lo, através da fé. E Deus é uno. Para contemplá-lo devemos nos afastar dos problemas e preocupações cotidianos e buscá-lo. Ele é onipotente embora não possa fazer coisas como morrer ou mentir. É piedoso, em parte por ser impassível, o que não o impede de exercer sua justiça, pois ele pensa e é vivo. Anselmo fala muito da crença divina do Pai, do filho e do espírito humano. Grandes coisas esperam por aquele que aceitar Deus e buscá-lo. Santo Anselmo influenciou muito o pensamento teológico posterior.

 

 

25 DE ABRIL - SÃO MARCOS EVANGELISTA - ( ~15 - 90)

 

 

 Apóstolo de Cristo de origem pouco conhecida, autor do segundo dos evangelhos sinóticos, os outros são os Mateus e Lucas, e considerado fundador da igreja do Egito e, também, fundador da cidade italiana de Veneza. Seu nome aparece nas epístolas de São Paulo, que se refere a ele como um de seus colaboradores que enviavam saudações de Roma. A principal fonte de informações sobre sua vida está no livro Atos dos Apóstolos. Filho de Maria de Jerusalém e primo de Barnabé, já se havia convertido ao cristianismo quando Paulo e Barnabé chegaram a Jerusalém (44) trazendo os auxílios da Igreja de Antioquia (At 11,30). Acompanhou Barnabé e Paulo a Antióquia (12,25), na hoje Turquia, onde atuou como auxiliar de Paulo, mas voltou à Jerusalém quando chegaram a Perge, na Panfília. Depois ele e Barnabé teriam embarcado para à ilha de Chipre (13,4-5), na sua primeira viagem apostólica, porém o apóstolo não voltou a ser mencionado nos Atos. De Chipre passou a evangelizar a Ásia Menor e, em decorrência de alguns conflitos, separou-se de Paulo e Barnabé em Perge (Panfília) e voltou para Jerusalém (13,13). Voltou a Chipre (50) acompanhado apenas de Barnabé (15,39) e depois foi para Roma como colaborador de Paulo, prisioneiro naquela cidade (Cl 4,10; Fm 24). É possível que tenha deixado Roma antes da perseguição de Nero (64), pois depois (67) o apóstolo de Tarso, prisioneiro pela segunda vez, escrevia a Timóteo pedindo-lhe que levasse consigo, de Éfeso para Roma, o seu discípulo e colaborador, já que este lhe era muito útil em seu ministério (2Tm 4,11). Em Roma, também entrou em contato com Pedro, pois este, dirigindo-se aos fiéis do Ponto, da Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, saúda-as em nome do evangelista, a quem afetuosamente chama de filho (1Pd 5,13). Provavelmente escreveu em Roma o Evangelho (50-70) que traz o seu nome e que compila e reproduz a catequese de Pedro. Seu Evangelho destinou-se aos cristãos provenientes do paganismo e tem um estilo simples e vigoroso e com seus 661 versículos, é o Evangelho menos extenso. No século II, o bispo Pápias de Hierápolis, Anatólia, afirmou que ele teria sido intérprete de São Pedro. Embora sejam parcas as informações sobre o evangélico, é indiscutível sua importante participação nos primeiros tempos da igreja cristã. Na Itália seu nome está ligado à cidade de Veneza, para onde mercadores venezianos provenientes de Alexandria, transportaram o que diziam ser as suas relíquias (828). Seu símbolo como evangelista é o leão e a Igreja Católica festeja seu dia em 25 de abril, data em que o evangelista teria sido martirizado.

Figura copiada do site CADE MEU SANTO
http://www.cademeusanto.com.br