

Esta é uma foto da famosa estátua do pregador Phillips Brooks, em Boston. Brooks está com uma mão sobre a Bíblia e a outra gesticulando. Atrás dele está o Senhor Jesus.
10 de janeiro: William Laud (1573 - 1645)

13 de janeiro - Santo Hilário de Poitiers
Ele era um nobre em Poitiers, França onde se tornou um cristão. Ele enveredou-se pela carreira religiosa e logo ficou muito respeitado pela sua santidade e os seus notáveis sermões. Em 350 ele foi indicado Bispo de Poitiers. Hilário recusou-se a atender o Sínodo de Milão, Itália, convocado pelo Imperador Constantius II (350-361) em 355 porque ele condenaria São Athanasius e os outros hereges Arianos. Condenado e banido por isso, ele foi para Phrygia (moderna Turquia). Em 359 DC Hilário argumentou tão brilhantemente contra o Arianismo que o bispo de Seleucia, na Babilônia (perto de Bagdá, moderno Iraque) persuadiu o Imperador a terminar a exílio de Santo Hilário. Hilário voltou a Poitiers no ano seguinte. Em 361 Hilário conseguiu depor o Bispo ariano Saturninus, responsável pelo seu exílio. O Imperador Constantius morreu no ano seguinte, terminando a dominação Ariana. Hilário também discutiu publicamente com Auxentius, um teólogo apologista da teoria Ariana e o derrotou com sua brilhante argumentação e coerência dos seus raciocínios teológicos. São Hilário faleceu em Poitiers em 1 de novembro de 368 e é considerado um dos grandes teólogos de sua era. Seus tratados incluem "De Trinitate" escrito no exílio e "De Sinodis and Opus Historicum ". Ele é chamado de "Doutor da Divindade de Cristo" e foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio IX (1846-1878).
ARIANISMO:
É a crença, pela primeira vez proposta no 4° século por Arius, de que Cristo não era divino mas uma criatura com uma só natureza, imutável. Assim como Deus só tem uma cabeça o filho não seria Deus. Assim Jesus não seria como o Pai mas seria finito e seria uma criatura com início e fim. O grande problema do arianismo, que não se apontava na época, é que teríamos que adorar a Deus Pai e Deus filho Jesus e assim estariamos adorando dois deuses; completamente contrário aos princípios contidos no Velho Testamento, o do monoteísmo. Mas a longa disputa continuou por anos até que Hilário de Poitiers provou que Athanasius estava redondamente errado e seus raciocínios eram falsos. Após houve uma certa quietude sobre assunto por longo tempo.Mas em 1713 Samuel Clark publicou sua teoria de que Jesus não era tão divino como Deus Pai e que o Espirito Santo seria um degrau ainda mais baixo de divindade. O grande teólogo Daniel Waterland em uma série de trabalhos de altíssima teologia convenceu aos cristãos da falsidade do arianismo e ainda que era impossível não adotar Deus único e trino, visto que ou 1) Cristo seria reduzido a um mero humano ou 2) teria que se atribuir a Jesus natureza idêntica a do Pai.
Mais tarde vários outros notáveis pensadores e teólogos confirmaram esta teoria e hoje o assunto não é mais nem discutido. Alguns acham que o notável raciocínio de Santo Tomas de Aquino em "Summa Teologiae" deve ter sido inspirado por um ser superior de tão profundo e coerente que são o seus pensamentos.
http://www.cademeusanto.com.br/santo_hilario.htm
7 de janeiro - Santo Antônio, o Abade

Conhecido também como Santo Antonio, o egípcio.
"Aquele que senta-se em solicitude e quietude escapou de três batalhas: ouvindo, falando e vendo. Mas mesmo assim ele tem uma constante guerra: no seu próprio coração."
"O demônio teme a humildade, o bom trabalho e o jejum. Ele não consegue impedir a minha boca de falar contra ele. A ilusão do demônio logo desvanece especialmente, se o homem se arma como Sinal da Cruz. O demônio treme ao Sinal da Cruz do Nosso Senhor, porque Ele triunfou sobre ele e o desarmou"
Santo Antônio Abade.
Foi um dos fundadores do monastério e é também chamado de Antônio do Egito. Ele nasceu em Fayum, no Alto Egito perto de Heracleopolis Magna cerca de 251.Ele tinha 20 anos quando seu pais faleceram e ele herdou os bens da família. Em pouco tempo ele deu tudo que possuía ,colocou sua irmã em um convento e iniciou uma vida de eremita –vivia em uma antiga tumba perto de sua vila. Após 15 anos de orações, durante um tempo que sofreu vários assaltos dos demônios e tentações, Antônio foi para uma montanha em Pispir (agora Deir el-Memum) e ficou lá em uma vida solitária por 20 anos. Pessoas que o apoiavam, atiravam comida sobre a parede do forte, mantendo-o vivo mas nunca viam sua face. Vagarosamente outros construíram uma comunidade em cavernas ou cabanas por perto. Eles pediam a Antônio que saísse de sua reclusão para dirigir a suas preces e dar o seus conselhos e lições. Em 305 DC, Antônio emergiu com grande vigor e saúde. Ele ficou com os eremitas por 5 anos, regulamentando o trabalho comunitário, as orações e as penitencias. Então ele foi para um deserto entre o Nilo e o Mar Vermelho, em um local chamada Monte Kalzim. Um monastério, chamado Diem Mar Antonios, foi erigido neste local. Este período de reclusão não era tão restrito quanto os anteriores, pois Antônio foi para Alexandria em 311 confortar os mártires das perseguições que estava acontecendo na época e ele voltou anos mais tarde para argumentar vigorosamente contra a heresia ariana lado a lado de São Athanasius de Alexandria. Antônio não estava sozinho no deserto. Ele tinha companhia e discípulos. Antônio ficou conhecido como um homem bom generoso, corajoso, com bom senso, leal e sem nenhum excesso e ostentação. São Athanasius tem o credito de ter feito a biografia de Antônio que conta os detalhes de suas provações, sofrimentos e milagres. Antônio era amigo de São Paulo de Tebas, chamado de o "eremita" que recebia meio pão por dia dos corvos. Diz a tradição que quando Antônio foi visita-lo, os corvos trouxeram um pão inteiro. O Imperador Constantino, o grande (323-337) era um dos milhares que procuravam Antônio para ensinamentos e inspiração.
Antônio escreveu varias cartas e sermões para jovens
eremitas. A vida de Antônio, descrita por São Athanaius também salva muitos dos
sermões e discursos de Antônio. Uma regra monástica datada daquela era é
creditada como tendo os seus ideais, suas idéias e suas crenças. Antônio morreu
em 17 de janeiro de 365 e foi enterrado em um cova não marcada conforme seu
pedido, mas em 561 suas relíquias foram descobertas e foi trasladado para
Alexandria, Constantinopla.
La Motte, a casa matriz da Ordem dos Hospitaleiros de Santo Antônio, fundada em
1100 , afirma que tem as suas relíquias. Porem, acreditam os estudiosos do
assunto, que as relíquias de Santo Antônio foram salvas dos Sarracenos em
Constantinopla (agora Istambul, Turquia) em 635 DC.
Relíquias deste santo também são tidas como estando em Siena, na Itália e
Burngundy, na França. Ele é o padroeiro de várias ordens e dos Cavaleiros de
Santo Antônio e também dos pobres, dos doentes, dos açougueiros e dos animais
domésticos. Ele é invocado contra incêndios e pragas.
Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado como um monge da Ordem de Santo Antônio .O porco e o sino são associados a ele como resultado da Ordem dos Hospitaleiros de Santo Antônio Parece que os porcos naquela época ganharam o privilegio de andarem nas ruas da cidade.
Membros da Ordem tocavam o sino para pedir almas.
Santo Antônio é também mostrado com uma capa em T e um sino, o símbolo do
eremita.
Morreu com no dia 17 de janeiro de 356 com 105 anos.
23 de janeiro - Philips Brooks, Bispo de Massachussets, 1893


Esta é uma foto da famosa estátua do pregador Phillips Brooks, em Boston. Brooks está com uma mão sobre a Bíblia e a outra gesticulando. Atrás dele está o Senhor Jesus.
www.xequemategelado.blogspot.com
H.A. 047 - Belém, Bendita És
1. Belém, bendita és entre as cidades de Judá;
Enquanto assim tu dormes, oh! que bênção Deus te dá!
Embora obscura, brilha em ti a eterna luz,
A luz das esperanças que os mortais a Deus conduz.
2. Em ti já é nascido o Messias Redentor;
No Céu os santos anjos cantam glórias, dão louvor.
Ó vós, estrelas d'alva, a nova anunciai;
A Deus erguei hosanas, e a nós a paz cantai!
3. Ó, vem, Senhor e Mestre que nasceste em Belém;
Visita-nos e nasce em nosso coração também.
A voz dos anjos soa, a paz a proclamar.
Jesus, agora mesmo vem, sim, vem em nós morar.
Phillips Brooks visitou a Terra Santa em 1865 e foi a Belém, no domingo 24 de dezembro. À tarde ele foi ao lugar onde, segundo a tradição, os anjos apareceram aos pastores. Então, desde as 10 horas da noite de Natal até as 3 da manhã, ele assistiu os serviços religiosos na Igreja da Natividade, em Belém. A música e as imagens impressionaram tanto a ele que uma nova inspiração surgiu em sua mente. Ele não a colocou no papel, contudo, até que alguns anos depois ele escreveu as estrofes para a Escola Dominical.
Brooks foi um poderoso pregador, e seus sermões impressos eram distribuídos por todo os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. A Universidade de Oxford conferiu-lhe o grau honorário de Doutor em 1885.
Quando era o pastor da Igreja Episcopal da Filadélfia, ele deu este poema para o organista da igreja, Lewis Henry Redner que pretendia musicar alguma obra de seu pastor. Na noite de Natal, após dormir algumas horas, acordou com esta melodia soando em seus ouvidos. Escreveu rapidamente num papel, ao lado da cama, e harmonizou-a pela manhã, pronta para ser cantada na Escola Dominical de 27 de dezembro de 1868. O hino foi impresso pela primeira vez em 1874.
http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_047.htm

26 de janeiro: Timóteo e Tito
Seus nomes
estão associados aos primeiros passos da Igreja no mundo.
Paulo tinha predileção por eles, pois o serviram fielmente. A fim de
que desempenhassem melhor os seus trabalhos, o Apóstolo lhes escreve
três cartas, que hoje figuram no Novo Testamento.
Timóteo era natural de Listra de Licaônia. Seu pai era gentio e sua
mâe, Judia. Timóteo foi educado na lei de Moisés e , provavelmente,
Paulo o batizou durante sua primeira estada em Listra. A partir de
então, timóteo acompanhará a Paulo em suas Viagens apostólicas pelo
Oriente. Finalmente, o Apóstolo o chama a Roma, para que o assista
em seus últimos momentos, pois já sente a proximidade do martírio.
Quando vier, escreve Paulo a Timóteo, "traga a capa que deixei em
Troâde, em casa de Carpo". Apóstolo sente o frio da solidão: "todos
em abandonaram!", e entrega a Timóteo a missão da pregação e da
evangelização.
Timóteo foi bispo de Éfeso, onde provavelmente morreu martirizado em
95 d.C.
Quando a Tito, Paulo o Chamava de meu verdadeiro filho segundo a fé
comum. Ignoramos seu nascimento. Pode ter sido antioqueno ou grego.
Porém, sabemos com certeza que estava junto ao Apóstolo em sua
famosa viagem a Jerusalém. Ali, Paulo se nega a permitir que
circuncidem a Tito, com símbolo da liberdade diante da lei de
Moisés, já cumprida por Jesus Cristo em favor dos gentios. A
tradição reza ter sido Tito o primeiro bispo de Creta.
O Novo Testamento conserva duas cartas de Paulo a Timóteo e uma a
Tito, nas quais lhes transmite instruções sobre a evangelização dos
judeus e pagãos e sobre como devem fazer para melhor pregar o
Evangelho.
http://www.catolicanet.com/
http://www.mundocatolico.org.br/Evangelho/evansx260107.htm
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27 de janeiro: São João
Crisóstomo
, em grego Ιωάννης ο Χρυσόστομος, (349, Antioquia da Síria, hoje Antakaya, no sul da Turquia - 14 de Setembro de 407) foi um teólogo e escritor cristão, Patriarca de Constantinopla no fim do século IV e início do V. Sua deposição em 404 produziu uma crise entre a Santa Sé e a Sé Patriarcal. Pela sua inflamada retórica, ficou conhecido como Crisóstomo (que em grego significa «boca de ouro»). "Como verdadeiro pastor, tratava a todos com cordialidade, (...) em particular nutria uma ternura especial pela mulher e dedicava uma atenção particular ao matrimônio e à familia" e "convidava aos fiéis a participar na vida litúrgica, que fez esplêndida e atrativa com criatividade genial". Mas "apesar de sua bondade (...) se viu envolto em freqüentes intrigas políticas, por suas contínuas relações com as autoridades e as instituições civis (...) e foi condenado ao exílio".[1] É considerado santo pelas Igrejas Ortodoxa e Romana; é, a par de Gregório de Nanzianzo, de Gregório de Nissa e de Basílio de Cesareia, um dos quatro grandes Padres da Igreja Oriental; é ainda um dos Doutores da Igreja Católica. Natural de Antioquia, filho de uma família cristã, estudou, na sua cidade natal sob Libânio, filosofia e retórica. Com a idade de vinte e um anos, depois de estar três anos a colaborar com o bispo Melécio de Antioquia, e de ter recebido o baptismo, foi ordenado leitor. Contra a oposição familiar, viveu alguns anos como ermitão no deserto. Ao longo deste tempo continuou o estudo das escrituras sagradas e, quando regressou a Antioquia foi ordenado Diácono por Melécio e Sacerdote pelo bispo Flaviano em 386. Acto contínuo, este último encarregou João Crisóstomo das pregações na principal igreja da cidade, cargo que desempenhou até 397. Este período de doze anos, foi o mais fecundo da sua vida e nele proferiu as sua homilias mais conhecidas e que, no século VI, lhe valeriam o qualificativo que passou a fazer parte inseparável do nome com que passou para a posteridade: crisóstomo, isto é, boca de ouro. Os últimos anos de sua vida foram tumultuosos. Foi eleito bispo de Constantinopla em 397 e Teófilo de Alexandria foi, contra a vontade deste, obrigado a consagrá-lo bispo, coisa que não perdoaria jamais a João. Uma vez bispo, quis começar uma restauração eclesiástica na qual - quiçá por falta de habilidade - a sua boa, e decidida, vontade se deparou com os obstáculos existentes e com os muitos interesses de alguns privilegiados. Pouco a pouco entrou em conflito com parte do clero, e, pouco depois, com a imperatriz Eudoxia. Nesta situação, Teófilo de Alexandria conseguiu reunir aquele que depois viria a ser chamado o Sínodo da Encina, perto de Calcedônia, onde, com acusações falsas, conseguiu que Crisóstomo fosse deposto e desterrado pelo Imperador. O povo de Constantinopla, em especial os mais desfavorecidos - por quem João tanto havia feito - amotinou-se e João, no dia seguinte ao da sua saída, voltou para a sua sé episcopal. Contudo, poucos meses depois, a situação voltou a piorar e acabou por ser desterrado para a Armênia em 404, de onde, a pedido próprio - por causa do perigo que podia representar para a sua vida a inveja de seus inimigos face às multidões que a ele acudiam -, foi de novo desterrado para um lugar mais distante, na extremidade oriental do Mar Negro. A caminho deste seu último desterro, morreria no ano de 407. Os seus restos mortais foram levados para Constantinopla em 438, e o Imperador Teodósio II, filho de Eudoxia, pediu publicamente perdão em nome de seus pais. Desde o dia 1 de maio de 1626 o seu corpo repousa na Basílica de São Pedro e, em 27 de novembro de 2004, o Papa João Paulo II doou parte das suas relíquias ao Patriarca Ecumênico Bartolomeu I e, desta forma, tanto na Basílica Vaticana como na Igreja de São Jorge no Fanar é agora venerado este grande Padre da Igreja.
A obra teológica:A produção teológica de João Crisóstomo é extraordinariamente vasta e é composta fundamentalmente por sermões, ainda que contenha também alguns tratados de importância considerável e um significativo número de cartas.De entre as suas homilias podem ser realçadas aquelas que versam quer sobre aspectos doutrinais, quer sobre questões polémicas: "Sobre a natureza incompreensível de Deus", "As Catequeses baptismais"; "Homilias contra os judeus", são algumas delas. Relevantes são, ainda, as suas homilias exegéticas, de entre as quais se deve salientar: "Sobre o Evangelho de Mateus" (num total de 90), "Sobre a Carta aos Romanos" (32); "Sobre o Evangelho de João"; "Sobre a Epístola aos Hebreus" (34) e as 55 homilias "Sobre o Livro dos Actos dos Apóstolos", naquele que é o único comentário completo e exaustivo sobre este livro da Bíblia que a antiguidade cristã nos deixou. No que diz respeito aos "tratados", devemos salientar: “Sobre o sacerdócio"; "Sobre a vida monástica"; "Sobre a virgindade". As cartas são cerca de 250 e pertencem, todas elas, ao período do seu desterro.
Esboço de um pensamento: João Crisóstomo tem uma importância impar enquanto exegeta na medida em que ele é a norma teológica significativa da Escola de Antioquia. Não recusando as leituras alegóricas e místicas dos textos da Biblia, defendia que as mesmas só deveriam ser normativas quando os próprios autores das mesmas sugerissem, directa ou indirectamente, este significado mais profundo que, não obstante, ele reconhecia como sendo o mais autêntico. A sua cristologia, com uma clara finalidade ortodoxa que o leva a evitar contendas, orbita sobre as afirmações inequívocas de que Jesus Cristo é simultaneamente verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem numa mesma pessoa. Acredita na, e defende a, presença real de Cristo na Eucaristia. Para João a figura de Maria é, igualmente, de grande importância: ela é a primeira dos que creram em Jesus e, assim, o deutero-modelo da vida cristã (sendo o modelo primeiro, primigénito e generativo o próprio Jesus Cristo). A atenção de João Crisóstomo para com os mais desfavorecidos é uma das suas mais relevantes características, a ponto de ter sido ele a celebrizar a expressão «o pobre é um "Alter Christus"». Para ele, de facto, oferecer atenção e dedicação a um pobre é dar ao próprio Cristo: «Não há diferença alguma em dar ao Senhor e dar ao pobre, pois Ele mesmo disse "quem dá a estes pequenos é a mim que dá."» ("Sobre o Evangelho de Mateus", LXXXVIII, 2-3) Comentando os Atos dos Apóstolos, São João Crisóstomo propõe "o modelo da Igreja primitiva, como modelo da sociedade, desenvolvendo uma "utopia social", a idéia de uma cidade ideal, tratando de dar uma alma e um rosto cristão à cidade. Em outras palavras, Crisóstomo entendeu que não era suficiente dar esmolas, ajudar aos pobres, caso a caso, mas que era necessário criar uma estrutura, um novo modelo de sociedade (...) baseada na visão do Novo Testamento. Por isso, podemos considerá-lo um dos grandes pais da Doutrina Social da Igreja." [1] As controvérsias com o judaísmo: João Crisóstomo - por causa de um conjunto de homílias que emitiu sobre a necessidade dos cristãos delimitarem o âmbito religioso da sua fé, face a um convívio social intenso com a comunidade judaica, que João via como extremamente benéfica e salutar, mas que a sua posteridade, ignorando este contexto, delas se serviu para o taxar de anti-judeu - ficou também célebre pelas suas posições face àquela que devia ser, em seu entendimento, a correcta relação dos cristãos com as comunidades judaicas. Este seu empenho está bem patente em alguns dos seus sermões. Num deles pode-se ler:
Após a sua morte em 407, os seus oito sermãos acerca dos judeus circularam por toda a Igreja e foram traduzidos, entre outras línguas, para latim, sírio e russo. Fragmentos destes sermões foram incluídos na Liturgia Bizantina para a Semana Santa e só dela removidos já no século XX. Não se pode, contudo, classificar essas posições como meramente "anti-semitas". Obviamente João Crisóstomo não pode ser encarado como estrito amigo dos judeus - embora tivesse amigos entre as comunidades judaicas -, mas, no outro extremo, não pode ser também classificado como um mero anti-semita, como se um fosse um nazi. Os seus textos devem ser entendidos dentro do universo em que foram inscritos. A intenção não era a de propor represália políticas ou sociais contra os judeus: o ponto de vista era meramente teológico, baseado no fato de que alguns judeus terem participado na morte de Jesus Cristo de modo pró-ativo. Igualmente, ao acreditar que o cristianismo era a única verdadeira religião - numa posição que, embora maioritária, outros teólogos cristãos, de sempre, foram mitigando ao admitirem que todas as religiões tinham sementes de verdade -, o fato de os judeus praticarem uma religião diversa, apesar de Cristo ter proclamado que tinha vindo até eles para o seu bem - o próprio Cristo era, ele mesmo, afinal, judeu -, tornavam-se, do seu ponto de vista teológico, reprováveis.
A Divina Liturgia de São João Crisóstomo: João Crisóstomo escreveu uma liturgia que é uma versão resumida da Liturgia de São Basílio, compondo com esta e com a Liturgia dos Dons Pré-Santificados as formas de celebração eucarística do Rito Bizantino. A Liturgia de S. João Crisóstomo é usada na maior parte do ano litúrgico das igrejas orientais.Por ocasião do XVI Centenário da sua morte, celebrou-se no Instituto Patrístico "Augustinianum" de Roma, entre 8 e 10 de novembro de 2007, o "Congresso Internacional sobre São João Crisóstomo." O "X Simpósio Intercristão", promovido pelo Instituto Franciscano de espiritualidade da Pontifícia Universidade Antonianum e pelo Departamento de teologia da Faculdade teológica da Universidade Aristóteles de Tessalônica, na ilha de Tinos, teve como tema "São João Crisóstomo, ponte entre o Oriente e o Ocidente", no XVI centenário da sua morte.
Origem: : Wikipédia, a enciclopédia livre. |
28 de
Janeiro -
Tomás de
Aquino
Tomás de Aquino nasceu em 1224 ou 1225 no castelo de Roccaseca, perto da cidade de Aquino, no reino da Sicília (hoje parte da Itália).
Sua família era proprietária de um pequeno feudo e ligada politicamente ao imperador Frederico 2o. Tomás foi encaminhado ainda criança para o monastério de Monte Cassino, com o objetivo de seguir carreira religiosa.
Depois de nove anos, por causa de um conflito entre o imperador e o papa, ele foi tirado do monastério e enviado para a Universidade de Nápoles, onde entrou em contato com a obra de Aristóteles. Pouco depois, decidiu juntar-se à ordem mendicante dos frades dominicanos. Quando seus superiores o enviaram para a Universidade de Paris, os pais do noviço chegaram a seqüestrá-lo no caminho. Apesar de ter ficado um ano proibido de sair da propriedade da família, a vontade de Tomás prevaleceu e ele se mudou para Paris. O resto de sua vida foi bastante simples, se resumindo à atividade acadêmica, com apenas uma interrupção de alguns anos para trabalhar como conselheiro da Cúria Papal, em Roma. Já perto do fim da vida, Tomás voltou à Universidade de Nápoles, para dar aula. Sua passagem pela Universidade de Paris foi marcada por polêmicas com outros pensadores, quase sempre em torno da obra de Aristóteles.
Tomás de Aquino morreu em 1274, na abadia de Fossanova (hoje centro da Itália), onde havia se recolhido ao ficar doente durante nova viagem a Roma. Foi canonizado em 1323 e nomeado "doutor da Igreja" em 1567.
"A sabedoria é a maior perfeição da razão e sua principal função é perceber a ordem nas coisas"
Para pensar
Tomás de Aquino ressaltou o valor da razão humana e de conhecer como ela funciona, a começar pela importância de ordenar para entender. Já pensou nisso ao planejar suas aulas? Tente avaliar o interesse de ligar os conteúdos, mesmo aqueles mais abstratos (como os da Matemática), a experiências concretas anteriores. Isso é sempre possível e recomendável ou há exceções?
"O mestre provoca conhecimento ao fazer operar a razão natural do discípulo"
Fonte: WWW.revistaescola.abril.com.br/edicoes/0183/aberto/mt_74923.shtml
Oração de Santo Tomás de Aquino
Que eu chegue a Ti, Senhor, por um caminho seguro e reto (...) Que eu não deseje
agradar nem receie desagradar senão a Ti.
Tudo o que passa torne-se desprezível a meus olhos por tua causa, Senhor
e tudo o que te diz respeito me seja caro, mas Tu, meu Deus, mais do que o
resto.
Qualquer alegria sem Ti me seja fastidiosa, e nada eu deseje fora de Ti.
Qualquer trabalho, Senhor, feito por Ti me seja agradável e insuportável aquele
de que estiveres ausente.
Concede-me a graça de erguer continuamente o coração a Ti e que, quando eu caia,
me arrependa.
Torna-me, Senhor meu Deus, obediente, pobre e casto; paciente, sem
reclamação; humilde, sem fingimento; alegre, sem dissipação; triste, sem
abatimento; reservado, sem rigidez; ativo, sem leviandade; animado pelo temor,
sem desânimo; sincero, sem duplicidade; fazendo o bem sem presunção; corrigindo
o próximo sem altivez; edificando-o com palavras e exemplos, sem falsidade.
Dá-me, Senhor Deus, um coração vigilante que nenhum pensamento curioso
arraste para longe de Ti; um coração nobre que nenhuma afeição indigna debilite;
um coração reto que nenhuma intenção equívoca desvie; um coração firme que
nenhuma adversidade abale; um coração livre que nenhuma paixão subjugue.
Concede-me, Senhor meu Deus, uma inteligência que te conheça, uma vontade que te
busque, uma sabedoria que te encontre, uma vida que te agrade, uma perseverança
que te espere com confiança e uma confiança que te possua, enfim. Amém.
Dê-me, Senhor,
Agudeza para entender,
Capacidade para reter,
Método e faculdade para aprender
Sutileza para interpretar
Graça e abundãncia para falar
Dê-me, Senhor,
Acerto ao começar,
Direção ao progredir
E perfeição ao concluir.
São Tomás de Aquino.