SANTOS DE SETEMBRO

 

02 de Setembro: Mártires de Nova Guiné, 1942. 

Quanto a sua questão sobre a calendário menor designado para o dia 2 de setembro Mártires na Nova Guiné tenho a informar o que segue:

    Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942, os missionários cristãos da Nova Guiné sofreram imensamente nas mãos dos invasores japoneses.  Oito missionários e dois cristãos de Papua Nova Guiné foram mortos pela sua fé em Cristo, e, com razão, se contam entre inúmeros mártires cujo exemplo desde sempre encorajou a Igreja.

    No verão de 1942, as forças imperiais japonesas invadiram a Nova Guiné, no Pacífico, onde hoje temos uma Província da Comunhão Anglicana com 5 dioceses e cerca de 200 mil anglicanos. Fica um pouco ao Norte da Austrália. A ordem dos invasores foi de que todos os brancos  fossem evacuados para a  costa norte da Ilha, mas um número de missiona'rios anglicanos decidiu ficar com os seu povo cristão o máximo tempo possível. A sua fidelidade e seu amor pelo seu povo lhes custou o martírio.

    Entre os mártires estavam Lucien Tapiedi, um catequista nativo e Vivian Redlich, um presbítero nascido na Inglaterra. Conta-se que ele, Vivian, tinha uma permanente "visão do Cristo ressuscitado" e esta visão lhe deu coragem de permanecer na sua missão junto com o povo quando as forças japonesas aportaram a Nova Guiné. Ele celebrou a Santa Eucaristia com sua congregação pela última vez, e entrou na floresta. Lá ele juntou-se  a outros cinco missonários.  Entre os quais estava o catequista nativo Lucien Tapiedi, que por seu trabalho entre seu povo o tornou um verdadeiro apóstolo de Cristo.  Liderados por ele embrenhados na selva, tentaram chegar a costa, mas foram emboscados e capturados por nativos colaboracionistas. Lucien Tapiedi colocou-se a frente de todos tentando salvar os companheiros,mas foi morto.  E alguns dias depois os seus companheiros foram capturados, decapitados e seus corpos jogados no mar. 

    May Hayman e Mavis Parkinson eram duas misionárias anglicanas na região de Gona da Ilha. May Hayman era noiva de Redlich.  Quando o exército invasor japones desembarcou perto de onde ficava sua missão, estas duas mulheres embrenharam-se na selva.  Depois de algum tempo encontraram outros companheiros refugiados. Tentaram cruzar as montanhas em segurança para chegarem ao porto de Moresby.  As duas escaparam de uma emboscada que prendeu o resto dos companeiros.  Mais tarde elas foram capturadas e mortas pelos invasores japoneses.

    Nenhum destes mártires na Nova Guiné morreu em vão, pelo seu exemplo eles alimentaram um Igreja muito forte na Nova Guiné. Este Igreja alegra-se em celebrar a cada ano a vida destes mártires anglicanos, pois seu testemunho deu ao povo um enorme desejo de proclamar a Cristo, e a missão cristã continua crescendo por lá, nesta província da Comunhão Anglicana.

Colaboração do Revmo Bispo D. Orlando S. Oliveira - IEAB

 

 

 

 

08 de setembro - Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, mãe de Jesus
 

Maria, a virgem, mãe de Jesus. Todas as informações a seu respeito, somente as Escrituras é que no-las  dá. Diz ela que no sexto mês após a concepção de João Batista foi enviado o anjo Gabriel a Nazaré, cidade ou aldeia da Galiléia, a uma virgem chamada Maria, que ali morava, desposada com um carpinteiro de nome José, Lc 1.26,27, reconhecido como descendente de Davi. Não se diz que a virgem também o fosse; muitos acreditam que também pertencia à mesma linhagem, porque, diz o anjo, que o filho que ia nascer dela receberia o “trono de seu pai Davi”, e que “foi feito da linhagem de Davi, segundo a carne”, Rm 1.3; 2Tm 2.8 cp. At 2.30.

Além disso, a opinião de muitos doutores é que a genealogia de Cristo, como a dá em Lucas, Lc 3.23-38, é pelo lado materno, vindo de Eli, que se supõe ser o pai dela. Como quer que seja, o anjo Gabriel saudou a Maria, dizendo: “Salve! Agraciada; o Senhor é contigo”, anunciando-lhe  que ela teria um filho a quem deveria chamar Jesus. “Este será grande, será chamado Filho do Altíssimo; Deus o Senhor lhe dará o trono de Davi, seu pai, ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim”, Lc 1.32,33. Quando Maria perguntou como se faria isso, visto não conhecer varão, o anjo lhe respondeu: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”, Lc 1.35. Estas declarações revelaram a Maria que ela foi escolhida para ser a mãe do Messias. Com humildade, aceitou a honra que Deus misteriosamente lhe concedia. Para seu conforto o anjo Gabriel a informou de que a sua parenta Isabel ia também ser mãe, pelo que Maria se apressou a caminhar para as montanhas a uma cidade de Judá, onde moravam Zacarias e sua mulher Isabel. À sua entrada Isabel cientificou-se da honra que ia receber e por uma inspiração de momento proferiu o cântico de louvor. Por sua vez, Maria entoou o hino de graças denominado “A Magnífica”, Lc 1.46-55. Isto nos dá a entender a profunda piedade e a solene alegria com que estas santas mulheres contemplaram o poder e a graça de Deus que por seu intermédio ia realizar as antigas promessas feitas a Israel, e trazer a salvação ao mundo. Maria permaneceu em casa de Isabel até pouco antes do nascimento de João Batista, e voltou para Nazaré. Revelada que foi a origem de sua concepção, a José por meio de um sonho, quando ele pensava em deixá-la secretamente, Mt 1. 18-21.         Deus ordenou-lhe que a recebesse por mulher, e que ela teria um filho que se chamaria Jesus, porque ele salvaria seu povo dos pecados deles, Mt 1.24,25, em virtude do que havia dito o Senhor pelo profeta Isaías que ele nasceria da uma Virgem; José obedeceu reverentemente; recebeu-a por mulher, e não a conheceu enquanto não deu à luz ao seu primogênito, e lhe pôs por nome Jesus, Mt 1.24,25. Pelo casamento, a Virgem ficou abrigada de más suspeitas e o filho que lhe nasceu foi tido como filho de José, segundo a lei, e como tal herdeiro de Davi. O nascimento deu-se em Belém. Um decreto de César Augusto ordenou que todo o mundo se alistasse, em virtude do qual, José teve de ir à cidade de Davi, como seu descendente, acompanhado de sua esposa Maria. Não encontrando lugar na hospedaria foram obrigados a abrigar-se em uma estrebaria. Ali nasceu Jesus; sua mãe o enfaixou e o deitou em uma manjedoura, Lc 2.7. Com reverente e confiante assombro, Maria ouviu a narração dos pastores, relatando a visão dos anjos e o cântico que tinham ouvido, anunciando paz ao mundo pelo nascimento do Salvador. Portanto ela ainda não sabia que seu filho era Deus que se fez carne; apenas sabia que ele ia ser o Messias, e com verdadeira piedade esperava que Deus lhe desse luz sobre a missão de seu filho. No quadragésimo dia depois de nascido o menino, José e Maria o levaram a Jerusalém para o apresentarem diante do Senhor e oferecerem no templo o que a lei ordenava às mães, Lv 11.2,6,8. Os animais oferecidos deviam ser um par de rolas, ou dois pombinhos, indicando as humildes condições da família. Ao apresentarem o menino no templo, encontraram o velho Simeão que se regozijou pelo nascimento do Messias, porém profetizou a sua mãe que ela teria grandes dores e tristezas pelo que a ele havia de acontecer, Lc 2.35. Parece que, depois disto, José e Maria voltaram para Belém, Mt 2.11. Ali foram ter os magos do oriente que vieram adorar a Jesus, Mt 2.1-11. Em seguida o casal fugiu para o Egito levando o menino, regressando mais tarde para Nazaré em obediência a instruções divinas. Ali deveria ele dedicar-se à educação do filho da promessa que lhe havia sido confiado, e cujo futuro era objeto de constante cuidado.

Um dos traços do caráter de Maria desenha-se quando o menino tinha doze anos. Piedosamente em companhia de seu esposo, ia anualmente a Jerusalém por ocasião da festa da páscoa, Lc 2.41, se bem que as mulheres não estavam sujeitas a esta obrigação, Ex 23. 17. Com igual piedade, José e Maria levaram consigo o menino, logo que ele atingiu a idade, quando era costume que as crianças deveriam comparecer ao templo. A sua demora na casa de Deus e as suas palavras na discussão com os doutores, foi motivo de causar maior espanto a seus pais. “E sua mãe conservava todas estas palavras no seu coração”, Lc 2.51. Maria ainda não havia compreendido toda a grandeza real de seu filho, nem de que modo realizaria a sua missão. Com reverência e cheia de confiança ia cumprindo o seu dever, educando o menino para o serviço de Deus, o que ela realmente fez enquanto ele esteve debaixo de sua autoridade. Se os “Irmãos do Senhor” eram, como é provável, filhos de José e de Maria, nascidos depois que Jesus apareceu, Maria deveria ter sido mãe de grande família. O evangelho também fala das irmãs de Jesus, Mc 6.3. Nada mais se diz a respeito te Maria até ao princípio do ministério público de Jesus.

Aparece então nas bodas de Caná de Galiléia, Jo 2.1-10. Evidentemente regozijou-se  em ver que seu filho assumia as funções do oficio messiânico, e, sem reservas, creu nele. Imprudentemente, porém, ela pretendeu dirigir os seus atos, o que provocou da parte dele uma repreensão respeitosa. Maria devia compreender que, na sua obra, ela participava apenas como sua companheira. Na qualidade de filho, prestava-lhe reverência, porém na qualidade de Messias e Salvador ele só a poderia ter como discípula, precisando igualmente, com os demais, a salvação que ele veio trazer ao mundo. Verdade semelhante se repete em outra ocasião quando ela aparece, Mt 12.46-50; Mc 3.31-35; Lc 8.19-21. No grande dia das parábolas, estando ele ensinando o povo, Maria e os irmãos de Jesus desejavam vê-lo, talvez com o intuito de afastá-lo dos perigos que a oposição lhe criava. Respondendo, fez notar que as relações espirituais entre ele e seus discípulos eram mais importantes do que os laços de família. “Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, e irmã e mãe”, Mt 12.50. Enquanto Cristo prosseguia em seu ministério, sua mãe e seus irmãos, parece que continuavam a morar em Nazaré.

No ato da crucifixão, aparece Maria com outras mulheres, perto da cruz. Ao contrário dos irmãos de Jesus, Jo 7.5, ela sempre creu na missão salvadora de seu filho, e por isso não é de estranhar que o acompanhasse ate a última e fatal jornada a Jerusalém.

Dominada pelo amor de mãe, e pelos afetos de um discípulo, contemplou-o pregado à cruz e nesta hora de suprema angústia, ele dirigiu-lhe a palavra entregando-a aos cuidados do amado discípulo João, que desde essa hora a levou para sua casa, Jo 19.25-27. Depois da assunção de Jesus, ela se encontra, na companhia dos apóstolos no quarto alto de Jerusalém, At 1.14, e nada mais nos diz a Escritura a seu respeito. Não se sabe, quando e de que modo morreu. O seu túmulo vê-se no vale de Cedrom, mas não se pode crer na sua legitimidade, por falta de bons testemunhos. Há muitas lendas a respeito de Maria, nenhuma, porém, digna de fé. A Escritura apresenta-a como simples modelo de fé e de piedade.

Fonte: Dic. Da Bíblia John Davis

 

13 de setembro: Cipriano bispo e mártir de cartago, 258                                  

Táscio Cecílio Cipriano era o nome de São Cipriano. Nasceu no norte da África, provavelmente em Cartago, entre os anos 200 e 210 dC. Filho de família abastada, recebeu formação superior, dedicando-se à oratória e advocacia. Converteu-se ao Cristianismo, já adulto, por volta de 245. Três anos depois foi eleito bispo de Cartago. Foi degolado nas imediações da cidade, na presença de grande multidão de cristãos e pagãos, aos 14 de setembro de 258, durante a perseguição de Valeriano.

A Igreja na época de São Cipriano vivia intenso fervor. As sangrentas perseguições, que desde Nero (ano 64 dC) a sacudiam, somente faziam aumentar o fervor, e os mártires entregavam suas vidas com amor e fé.

Mesmo com todo este fervor, surgiam grupinhos de hereges que, desejosos de 'autonomia', pregavam uma doutrina diferente da dos Apóstolos e dos Bispos da Santa Igreja de Cristo. Para combater estas heresias, Cipriano divulga por volta do outono do ano de 251, como ele mesmo diz, um livrinho de conduta cristã denominado: "Catholicae Ecclesiae Unitate" - "A Unidade da Igreja Católica".

No dia décimo oitavo das calendas de outubro pela manhã, grande multidão se reuniu no campo de Sexto, conforme a determinação do procônsul Galério Máximo. Este, presidindo no átrio Saucíolo, no mesmo dia ordenou que lhe trouxessem Cipriano. Chegado este, o procônsul interrogou-o: "És tu Táscio Cipriano?" O bispo Cipriano respondeu: "Sou".

O procônsul Galério Máximo: "Tu te apresentastes aos homens como papa do sacrílego intento?" Respondeu o bispo Cipriano: "Sim".

O procônsul Galério Máximo disse: "Os augustíssimos imperadores te ordenaram que te sujeites às cerimônias". Cipriano respondeu: "Não faço".

Galério Máximo disse: "Pensa bem!" O bispo Cipriano respondeu: "Cumpre o que te foi mandado; em causa tão justa, não há que discutir".

Galério Máximo deliberou com o seu conselho e, com muita dificuldade, pronunciou a sentença, com esta palavras: "Viveste por muito tempo nesta sacrílega idéia e agregaste muitos homens nesta ímpia conspiração. Tu te fizeste inimigo dos deuses romanos e das sacras religiões, e nem os piedosos e sagrados augustos príncipes Valeriano e Galieno, nem Valeriano, o nobilíssimo César, puderam te reconduzir à prática de seus ritos religiosos. Por esta razão, por seres acusado de autor e guia de crimes execráveis, tu te tornarás uma advertência para aqueles que agregaste a ti em teu crime: com teu sangue ficará salva a disciplina". Dito isto, leu a sentença: "Apraz que Tarcísio Cipriano seja degolado à espada". O bispo Cipriano respondeu: "Graças a Deus!"

Após a sentença, o grupo dos irmãos dizia: "Sejamos também nós degolados com ele". Por isto houve tumulto entre os irmãos e grande multidão o acompanhou. E assim Cipriano foi conduzido ao campo de Sexto. Ali tirou o manto e o capuz, dobrou os joelhos e prostrou-se em oração ao Senhor. Retirou depois a dalmática, entregando-a aos diáconos e ficou de alva de linho e aguardou o carrasco, a quem, quando chegou, mandou que os seus lhe dessem vinte e cinco moedas de ouro. Os irmãos estenderam diante de Cipriano pano de linho e toalha. O bem-aventurado quis vendar os olhos com as próprias mãos. Não conseguindo amarrar as pontas, o presbítero Juliano e o subdiácono Juliano o fizeram.

Desde modo morreu o bem-aventurado Cipriano. Seu corpo, por causa da curiosidade dos pagãos, foi colocado ali perto, de onde, à noite, foi retirado e, com círios e tochas, hinos e em grande triunfo, levado ao cemitério de Macróbio Candiano, administrador, existente na via Mapaliense, junto das piscinas. Poucos dias depois, morreu o procônsul Galério Máximo. Cipriano foi morto, no dia décimo oitavo das calendas de outubro, sob Valeriano e Galieno imperadores, reinando, porém, nosso Senhor Jesus Cristo, a quem a honra e a glória pelos séculos dos séculos. Amém. Obras: Dentre as sua obras, destacam-se Inutilidade dos Ídolos e A Unidade da Igreja.

Fonte: http://www.veritatis.com.br

 

 

14 de setembro - Dia da SExaltação da Santa Cruzanta Cruz

A Igreja universal celebra hoje a festa da Exaltação da Santa Cruz. É uma festa que se liga à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma foi construída sobre o Monte do Gólgota, por isso se chama Basílica do Martyrium ou Ad Crucem. A outra foi construída no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e foi ressuscitado pelo poder de Deus, por isto é chamada Basílica Anástasis, ou seja, Basílica da Ressurreição. A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Segundo contam, o imperador levou a Santa Cruz às costas desde Tiberíades até Jerusalém, onde a entregou ao Patriarca Zacarias, no dia 3 de maio de 630. A partir daí a Festa da Exaltação da Santa Cruz passou a ser celebrada no Ocidente. Tal festividade lembra aos cristãos o triunfo de Jesus, vencedor da morte e ressuscitado pelo poder de Deus.

(Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998)

 

 

 

19 DE SETEMBRO: TEODORO DE CANTUÁRIA, 690

Bispo. Nasceu em Tarso, c. 602; morreu em Canterbury (Cantuária), em 690. Comemoração: 19 de setembro.

Em 667, morreu em Roma o arcebispo eleito mas ainda não consagrado para Canterbury, Wighard. O papa São Vitaliano tomou as rédeas da situação e nomeou para a sé vacante um monge grego de Tarso, na Cilícia: Teodoro. Na época, ele ainda não era presbítero e tinha mais de sessenta anos. Essa surpreendente nomeação provou ser um evento da mais alta importância na história da Igreja na Inglaterra. Teodoro visitou todo o seu campo de ação, preencheu as sés vacantes e, em 672, presidiu o primeiro concílio de toda a Igreja inglesa, em Herford. Na Nortúmbria tratou com firmeza, mas consideradamente, das dificuldades entre São Vilfredo e São Ceadda, envolvendo-se, porém, em sérias divergências com Vilfredo sobre a divisão do bispado de York, pois a criação de novas sés era um compromisso de Teodoro. Suas realizações foram, principalmente, organização eclesiástica, administração e disciplina. Entretanto, a escola que fundou em Canterbury, dirigida pelo abade africano Santo Adriano, que viera com ele de Roma, conseguiu duradoura reputação. São Teodoro encontrou a Igreja na Inglaterra como um corpo missionário organizado e deixou-a como um ramo da Igreja universal, totalmente em ordem: sua estrutura sobreviveu às transformações sociais do século VI e é, ainda, a base do sistema diocesano naquele país. O bispo Stubbs, historiador, escreveu sobre São Teodoro: “É difícil, talvez impossível, descrever a divida que a Inglaterra, a Europa e a civilização cristã têm para com o trabalho de Teodoro”. O caráter de Teodoro pode ser inferido por tudo o que fez, pois sabe-se que suas decisões sobre problemas morais e canônicos foram grandemente respeitadas.

(extraído do livro Dicionário dos Santos - Donald Attwater)

 

 

20 DE SETEMBRO: JOHN COLERIDGE PATTESON

Nasceu em Londres em 1827. Graduou-se pela Faculdade de Balliol, Oxford em 1849. Em 1855, o bispo George Selwyn de Nova Zelândia convida-o a pregar o Evangelho como voluntário na área do pacífico-sul. Aceitou o convite e lá, e fundou uma escola para nativos cristãos. Era perito em línguas, chegando a dominar vinte e três das línguas faladas na Polinésia e Melanésia do Pacífico Sul. Em 1861 foi consagrado bispo da Melanésia.   Por questões da política interna, foi assassinado juntamente com outros companheiros de missão em 20 de setembro de 1871.

Fonte:http://www.satucket.com/lectionary/John_Patteson.htm

 

 

21 de Setembro - São Mateus Apóstolo (~0 - ~50)

Apóstolo de Cristo escritor do primeiro dos três evangelhos sinóticos (os outros são os de Marcos e Lucas), que tem sido o mais utilizado pela igreja. Em hebraico o mesmo que Matias ou Matatias, significando presente (mathath) de Javé (Iah) ou dom de Deus, de acordo com o seu próprio Evangelho (9:9-13), seu nome original era Levi, filho de Alfeu, e foi chamado por Jesus junto ao mar da Galiléia, em Cafarnaum, quando trabalhava como publicano a serviço de Herodes Antipas. Era publicano, ou seja, cobrador de impostos, justamente a classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem impostos dos judeus para serem entregues às autoridade romanas. Apesar de sua profissão anterior de coletor de impostos, foi Judas Iscariotes, porém, que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica. Embora conste da relação dos apóstolos, geralmente ao lado de são Tomé, o Novo Testamento oferece informação escassa e incerta sobre ele. Da sua atividade após o Pentecostes, conhece-se somente as admiráveis páginas do seu evangelho, primitivamente redigido em aramaico. Denominado de primeiro evangelho, nele há mais ênfase ao aspecto humano e genealógico de Jesus. Fora do Evangelho, segundo Eusébio de Cesaréiaem sua Historia ecclesiae (História da igreja), a única referência histórica a seu respeito é uma citação do bispo Papias de Hierápolis, do século II. Também não se conhecem versões conclusivas sobre sua morte, embora fontes menos críveis, referenciam narrações dos sofrimentos e do seu martírio, apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde as relíquias do santo teriam sido transportadas para Paestum. Depois, essas relíquias foram levadas para a cidade italiana de Salerno (1080), onde até hoje se encontram e sejam consideradas pelos mais crentes como verdadeiramente do santo. Apóstolo e evangelista, pela tradição ele pregou pela Judéia, Etiópia e Pérsia e a igreja romana celebra sua festa em 21 de setembro, e a grega em 16 de novembro e seu símbolo como evangelista é o anjo.

Fontes: Figura copiada do site ENCUENTRA.COM:
http://www.encuentra.com/ http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/SaoMateu.html

 

 


25 de Setembro: São Sérgio

"Contemplando a Santíssima Trindade, vencer a odiosa divisão deste mundo "

Esta frase reflete a alma contemplativa do Santo de hoje, São Sérgio, considerado o "São Bento" da Rússia cristã. Na antiga Rússia o cristianismo penetrou por volta do século IX, sendo Vlademiro, o primeiro príncipe a se converter ao cristianismo, isto em 1010.

A Religião do Cristo esteve sempre na Rússia, ligada mais ao Oriente do que a Roma. Monge Sérgio, tornou-se o grande evangelizador do século XIV, pois através de numerosos mosteiros irradiava a cultura e a verdadeira fé.

Após deixar o declínio da vida monástica na Rússia, Sergio experimentou, com seu irmão, a construção, numa floresta virgem, de uma capela dedicada a Santíssima Trindade, devoção desconhecida naquele povo.

O irmão não agüentou, mas com firmeza e santidade, o Santo de hoje, atraiu a muitos, até que edificaram um mosteiro em louvor a Santíssima Trindade.

Ordenado sacerdote para o melhor exercício da vocação de formar os monges na fundamental regra da oração e do trabalho, viveu São Sergio: os "filhos", a pobreza, a mansidão e total confiança na Divina Providência.

São Sérgio, escreveu tanto, que é considerado o grande educador nacional do povo russo. Faleceu com quase 80 anos de idade, em 25 de setembro de 1392 no mosteiro da Santíssima Trindade.

Fonte:Canção Nova

 

 

26 de setembro:

Lancelot Andrewes (1555-1626), Bispo de Winchester

 

 

A história da Bíblia na língua inglesa está intimamente ligada a Lancelot Andrewes:

A primeira tradução para o inglês, de John Wycliffe, havia caido no esquecimento. 

A reforma da Igreja da Inglaterra por Henrique VIII foi precedida e acompanhada pelas traduções de William Tyndale (Novo Testamento em 1525, Pentateuco em 1531), em estilo solene e arcaico.

Em 1535, Miles Coverdale traduziu a Bíblia inteira, tradução oficialmente aceita depois da revisão pelo arcebispo Cranmer, em 1540.

Adeptos de uma reforma mais radical, William Whittingham e outros criaram em 1560 a Bíblia de Genebra, texto lido pelos puritanos, pelos Pilgrim Fathers na América e por Cromwell.

Rejeitando o texto dos calvinistas de Genebra, a Igreja Anglicana mandou fazer outra tradução, a do arcebispo Matthew Parker e de outros bispos (Bishop's Bible, 1568).

O bispo Lancelot Andrewes foi o coordenador de uma Comissão de 47 tradutores que produziram a “Authorized Version” ou ainda KJV (King James Version), cuja  primeira publicação data de 1611. Escritor e orador eloqüente, versado em latim, grego e hebraico além de diversas outras línguas. São ditas como suas, frases que se tornaram de domínio público como: “Quanto mais próximo da Igreja, mais longe de Deus” e  “Qual é a única aptidão comum a todos os homens? É a aptidão de mudar”.

 

Foto: http://satucket.com/lectionary/LAndrewes.htm

  

Notas:

        

Catedral de Winchester                                                      Interior da Catedral de Winchester

 

A Catedral de Winchester, localizada em Winchester, Inglaterra é uma das maiores catedrais inglesas. Começou a ser construída no século XI, quando Winchester era a capital de Inglaterra, mas as obras de expansão prolongaram-se até ao século XVI. A sua base foi um mosteiro fundado por monges Beneditinos em 642.

A Catedral ocupou um lugar importante na história de Inglaterra, sendo o local de eventos importantes como, por exemplo, a coroação de Eduardo o Confessor ou o casamento de Maria I de Inglaterra com Filipe II de Espanha.

Pessoas sepultadas na Catedral: Alfredo, o Grande, Canuto, o Grande, Eduardo, o Velho, Guilherme II de Inglaterra  e Jane Austen

http://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_de_Winchester